Livros #77 - O lado bom da vida


Titulo: O lado bom da vida
Editora: Intrínseca
Autor: Matthew Quick
Nº de páginas: 256
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.





O lado bom da vida é um romance de Matthew Quick é narrado em primeira pessoa e trata da vida de Pat Peoples após o mesmo sair de um hospital psiquiátrico. O leitor é, então, transportado para a nova vida de Pat enquanto este tenta continuar a melhorar tanto mentalmente quanto fisicamente esperando sempre que o filme que Deus lhe concedeu, o filme de sua vida, tenha um final feliz, afinal ele acredita no lado bom da vida.

O principal motivo para Pat querer tanto sair do "lugar ruim" e melhorar como pessoa é a esperança de que irá poder reconquistar sua ex-mulher, Nikki, e finalmente terminar com o tempo separados. O grande problema é que desde de que foi internado ele não viu mais Nikki ou teve qualquer notícias suas. E as sua relação com sua família não está muito melhor. Seu pai recusa-se a falar com ele e a única coisa que aproxima os dois minimamente é o futebol americano enquanto que sua mãe tenta de todas as maneiras manter a família unida e seu irmão, Jake, tenta incluir o irmão novamente na realidade.

É uma grande ironia ele dizer isso, especialmente porque mal dirigiu a palavra a mim desde que voltei para casa e nunca passa muito tempo comigo, com minha mãe ou com Jake, mas fico feliz por meu pai finalmente estar falando comigo. Todo o o tempo que já passei com Jake ou com ele sempre teve a ver com esporte - principalmente com os Eagles -, e eu sei que isso é tudo o que ele consegue dar emocionalmente.

Um dos pequenos mistérios é o que Pat fez para acabar no hospital e por quanto tempo ele ficou lá. Tudo o que o leitor sabe é aquilo que Pat lembra, e isto não é muito. Sua família prefere não lhe revelar nada e muitas vezes ele mesmo não quer saber da verdade e é então que ele conhece Tiffany, a cunhada de seu melhor amigo. Tiffany é uma viúva que, assim como ele, não está mentalmente estável e os dois constroem uma inesperada, não convencional e importante amizade.

Matthew Quick conseguiu criar um personagem simplesmente incrível. Pat é um homem de trinta e poucos anos, viciado em exercícios físicos e que mostra uma inocência tão pura e verdadeira que de início é difícil de acreditar que sua personalidade realmente seja assim. Ele vê as coisas com uma percepção muito mais simples, mas que ao mesmo tempo consegue captar a importância das coisas ao seu redor. Até mesmo a forma como ele enfrenta situações que o fariam perder o controle é única e mostra como o personagem pode ser frágil e, ao mesmo tempo, muito forte.

Não quero ficar no lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes, e onde todo mundo me diz que Nikki não vai gostar de meu novo corpo, nem vai querer me ver quando acabar o tempo separados. Mas também tenho medo de que as pessoas de minha antiga vida não sejam tão entusiásticas quanto estou tentando ser agora.

Os personagens secundários também foram muito bem construídos, como Tiffany, que é muito interessante, já que, assim como foi para Pat no início da amizade dos dois, ela não foi uma mulher de fácil compreensão, mas quase que simultaneamente podemos ver que ela nada mais é do que uma mulher muito frágil que precisa de apoio e uma forma de seguir em frente.

E, de repente, Tiffany está me abraçando de modo que seu rosto está entre meus peitorais, e ela está chorando e enchendo de maquiagem minha camiseta nova de Kank Baskett.

O principal atrativo deste livro é sem dúvida a forma despretensiosa como a qual ele foi escrito. Não vemos algo clichê, mas sim um retrato mais verdadeiro da vida. Pat é um homem com problemas, que, como o próprio admite, já errou muito na vida e em seu casamento, mas que aos poucos tenta se recuperar. E é exatamente por ele ser um personagem tão humano que é tão fácil identificar-se com ele e torcer para que ele realmente tenha o seu final feliz.

Assim como está prometido na aba este livro realmente te dá uma nova perspectiva do que é o amor e a depressão, mas não só isso. Esta história consegue de uma forma muito simples te fazer rever os seus conceitos, afinal porque não tentar ver o lado bom das coisas? Pat mostrar com sua inocência que ter esperança é uma das melhores coisas da vida. E sem sombra de dúvidas este é um livro que todos deveriam ler.

Você precisa fazer tudo o pode e se se mantiver positivo, você terá uma chance.

P.S.: Pessoal, ainda não assisti o filme e por isso mesmo não o citei, mas em breve a resenha vai estar aqui também.

21 comentários:

  1. Já vi o filme e não gostei muito se comparado ao livro, é divertido, mas não é o livro :c (eles nunca são )
    Achei o livro simples também, e acho que foi por causa dessa simplicidade que ele se tornou mágico pra mim, não foi a maior lição de vida que eu já tive, mas foi um livro que me conquistou e foi isso que me fez ler e reler ele tantas vezes *-*
    Só achei meio repetitivo, forma como ele escreveu as vezes :s

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  2. Eu já assisti ao filme e adorei a adaptação no entanto não li o livro ainda. As opiniões sobre esse livro são bem divergentes, mas eu espero gostar da leitura.

    Beijo,
    Naty - Just Books.

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  3. eu assisti ao filme e não achei ele tão interessante. pretendo ler o livro logo pois parece ser bem melhor, apesar de não haver muitas mudanças do que você citou aqui.

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  4. Eu ainda não li o livro e nem assisti o filme, mas a estoria parece ser tão boa e diferente dos romances que sempre vemos que eu fiquei bem interessada em lê-lo *-*

    Meu Mundo, Meu Estilo
    Participe do TOP Comentarista de Fevereiro

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  5. Ainda não tive a chance de ler esse livro, e apesar de não morrer de interesses por ele, leria se tivesse a oportunidade, com certeza. Ainda não vi o filme também, e não pretendo fazê-lo até ler o livro.

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  6. Já vi várias resenhas positivas e algumas opiniões negativa,as opiniões se divide,confesso que a sua resenha foi a melhor que vi até agora, consegui de fato entender a história ,um romance leve e tem haver um pouco com a realidade!Gostaria de ler!
    Beijinss!

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  7. Estou lendo esse livro e confesso que estou amando.
    Gostei da narrativa do livro e como o personagem principal encara a vida; sempre tenta ser positivo em meio as dificuldades.
    Com certeza é um livro que indico.

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  8. Você não vai acreditar, mas... comprei esse livro hoje!
    Na verdade me interessei por ele desde o lançamento, mas o dinheiro não permitiu que o conseguisse antes... Já estava super empolgada para ler, com essa resenha então, fiquei mais ainda!
    Também não vi o filme ainda, o verei depois de ler o livro, somente. Não gosto de fazer o contrário ^^
    Bjs

    inspiration-tatis.blogspot.com.br

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  9. Eu ainda não li o livro e nem assisti ao filme :( Mas já vi muitas opiniões. Alguns dizem que o livro é bem melhor. Estou curiosa! Gostei da sua resenha.
    bjs

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  10. Eu tenho este livro, mas ainda não o li. Tbm não assisti ao filme porque me recuso a fazê-lo antes de ler o livro, ai já vio neh? Fico enrolando entre um e outro! rsrsrsrsrsrrsrs
    Adorei sua resenha, se eu não estivesse tão empolgada com Insurgente, o largaria agora e começaria a ler O Lado Bom da Vida! rsrsrsrsrrs

    bjo bjo^^

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  11. Olá Gaby! Tudo bem??
    Estou doida para ler esse livro, comprei ele naquela promoção de R$ 9,90 no Submarino e ele esta na lista de leitura. adorei a resenha só me deixou ainda mais curiosa.Espero conderir em breve!!

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  12. Ainda não li o livro nem vi o filme, mas já ouvi falar muito bem de
    ambos.
    Gosto de livros de ficção, mas é
    sempre bom termos aquela dose de vida real...
    Logo, logo o lerei.

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  13. Esse livro tem um que de especial, não sei se o fato do personagem ser humano e não perfeitinho, gostei de saber que você se encantou com ele.
    Beijocas ^^

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  14. Falam muito bem desse livro e eu pretendo ler esse livro antes de "Perdão, Leonard Peacock". Para merecer as cinco estrelas, deve ser mesmo digno. E como ainda não vi o filme (não gosto de ler depois de já ter assistido) é mais um ponto a considerar.

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  15. ja vi varias criticas e fui procurar resenhas e não gostei muito!
    talvez eu leia algum dia!

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  16. O que dizer desse autor? simplismentente agradecer por uma obra tão perfeita!
    amoo esse livro!

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  17. A capa do livro é linda e o enredo é interessante. Apesar de querer muito ler este livro, ainda não tive a oportunidade. Nem mesmo vi o filme ainda. Mas pela sua resenha acredito que vou gostar bastante da história.

    Beijos

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  18. Já vi muitas resenhas sobre este livro, mas nunca o li! Parece ser uma estória muito boa e cativante, e gostei de saber que não tem nada de clichê no livro, isso é sempre muito bom! Fiquei um pouco interessada nesta leitura.
    Sobre o filme, eu também não assisti ainda, mas sempre vejo muitos blogs reclamando e escrevendo muitas críticas negativas sobre, pois me disseram que algumas coisas foram muito modificadas...mas espero a sua resenha para conhecer sua opinião também :)

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  19. Que bom que deu essa nota ao livro, estou muito ansioso por esta leitura, ainda bem que não vi o filme ainda, apesar de dizerem ser bem diferente do livro.

    Bjs,

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  20. Eu não tive oportunidade ainda de ler o livro, mas já vi o filme. E pelo que li da sua resenha é muitooo diferente do livro.
    Só por isso eu quero ler o livro e ver o que tem de diferente e tirar as minhas próprias conclusões.
    Abraços
    Vivi

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