Livros #24 - A filha da minha mãe e eu

Título: A filha da minha mãe e eu
Editora: Novo Conceito
Autor: Maria Fernanda Guerreiro
Número de páginas: 256
Sinopse: Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um.








A filha da minha mãe e eu é mais um livro de aprendizado do que qualquer coisa. Para mim, o livro não parece fictício. É tudo narrado de uma forma que lembra um diário pessoal. A leitura é fácil, simples e empolgante. Claro, não foi o melhor livro que eu li... mas com certeza me acrescentou bastante. A maneira como a vida das personagens são descritas te envolvem e o fazem pensar como tal. "Será que eu já fiz isso?" "Como minha mãe e eu estamos?", dentre outros dilemas.
No livro temos uma família, comum e não comum ao mesmo tempo. Comum com as famílias reais, do cotidiano e não comum, se comparada com as famílias descritas na maioria dos livros de literatura. Apesar de todos terem seu momento e estarem presentes em quase todos os momentos, o centro é Helena (a mãe) e Mariana (a filha). E toda essa reflexão que se passa no livro começa quando Mariana descobre estar grávida e com todas as suas inseguranças e medos de se tornar uma péssima mãe, acredita que rever diversos momentos e lembrar os erros, acertos... entender a sua convivência com sua mãe, é o caminho para se entender
"A verdade é que éramos duas estranhas que não sabiam demonstrar o sentimento que a outra precisava. De repente, tudo me pareceu tão simples e o tempo entre nós tão desperdiçado. Era fato o amor que existia entre mãe e filha, mas os caminhos escolhidos para demonstrá-lo não tinham sido os mesmos. "
"Mas relacionamento não é uma questão de merecimento. E eu já deveria saber disso".
A verdade, para mim, é que o livro aborda uma realidade. Adolescentes que não compreendem as atitudes dos pais. Se acham injustiçados... duvidando do amor e muitas vezes plantando sementes de ódio. Claro... ninguém é perfeito!
Assim como nós (filhos) erramos. Nossos pais também erram. Mas sempre tomam atitudes pensando nos filhos. Podem tomar atitudes severas e equivocadas as vezes, mas é tudo por proteção e amor. Porém... todos os filhos, em algum momento vão imaginar injustiças, falta de amor, etc.
Como eu disse, meu ponto de vista. Para mim, este é o ponto central da narrativa. Esse perfil que existe em todos os países. 
Claro, no livro, por ser fictício, temos um relacionamento mais severo. Algumas cenas te fazem crer que realmente Helena ignora e afasta a filha cada vez mais de si. (O que é verdade em certo momento). Mas em outras, ela demonstra claramente seu amor, carinho e proteção com a filha. Proteger de brigas, cuidar da saúde, se preocupar com notas, ir atrás de alguém que a machucou. Isso e muitas outras coisas. Afinal, todo relacionamento tem erros e acertos. 

E devo comentar que em alguns momentos, senti muita raiva de Mariana. Tudo era motivo para duvidar do amor da mãe. Vamos parar por aí! Limites, por favor. Quem disse que pais precisam ser perfeitos? Mas outros momentos, senti pena. E isso não é a realidade? Momentos de raiva, amor, compaixão... isso é o dia a dia de todas as famílias. Acho que a autora soube aproveitar isso muito bem e escreveu de maneira completa sobre este tema. Uma ótima narrativa e um final que fornece aprendizado para muitos. Acho interessante uma leitura como essa, tanto aos filhos quanto aos pais. Reavaliar seus relacionamentos e pensar direito nos seus conceitos e julgamentos sobre a pessoa com quem convive e ama. Recomendo para todos que buscam uma leitura mais "real". A filha da minha mãe e eu é um relato objetivo sobre a convivência da maioria dos lares.
" Quando vi as duas listras azuis no teste de gravidez, tive uma certeza: preciso me sentir filha antes de me tornar mãe. Porque uma parte da minha alegria era inventada e, a outra, não era minha".

6 comentários:

  1. Esse livro foi uma das gratas surpresas do ano passado!
    Que história tocante né? Minha filha leu primeiro que eu..e vivia dizendo..Mãe, lê logo esse livro..rs a mulher é chata que nem vc!!
    E qdo comecei a ler,entendi que o chata era no sentido de ser mãe..desses rompantes de carência q habitam nossos corações.
    Claro, não curti muito uma coisa no livro..talvez por achar q foi desnecessario..mas nem vou comentar, pra não estragar pra quem não leu. Familias...todas iguais..e ao mesmo tempo, todas diferentes!!
    Literatura nacional..eba!
    Leitura mais q recomendada..

    Beijos e parabens pela resenha!!

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  2. Karol!
    O livro é bem interessante realmente e fala sobre uma realidade que está bem próximo a nós, acho que foi por isso que não,achou que era ficção.
    É um livro que nos ensina várias coisas, ou ao menos, nos põe para repensar algumas atitudes.
    Parabéns por sua resenha, conseguiu captar direitinho o sentido do livro.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Eu ganhei este livro na Bienal no ano passado, qdo o li, não esperava muita coisa, mas me enganei. Eu adorei a narrativa da Mariana, e como vc mesmo disse, quem é que não erra neh? Este livro me fez pensar em muitas coisa...

    Adorei sua resenha!!!

    bjo^^

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  4. Li ótimas resenha s a respeito desse livro, fiquei um pouco chocada quando vi que você deu apenas 3 estrelas.
    Parece ser uma ótima história.
    beijos

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  5. Eu li esse livro no fim do ano passado e gostei muito da história.
    Foi minha primeira leitura nacional e também que falava sobre as relações familiares e eu amei!
    Realmente tinha muitos momentos que eu tinha vontade de matar aquela Mariana! hehe Mas a maioria dos momentos eu queria matar a mãe dela por agir daquela forma, só que no fim percebi que era só o jeito dela e que como você disse, nenhum pai ou mãe é perfeito!

    Beeijos,
    iSteh

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  6. Vi muitos elogios sobre esse livro, mas pra falar verdade não me interessou muito, talvez eu não tenha me identificado com a história, sei lá. Pelo menos trás aprendizados que podem ser aplicados na nossa vida.
    Não sei se leria, a temática é legal mas não combina comigo.
    Beijos!

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